Surreal 05 agosto 2015
A viagem do robot terminou em Filadélfia | Foto: HitchBOT/Facebook

O HitchBOT estava a testar a relação entre humanos e robots. Desta vez, não chegou ao destino.

Chamava-se HitchBOT e, mesmo sendo robot, era uma figura pública. A sua página do Facebook conta com mais de 100 mil amigos. E foram alguns milhares os que já lamentaram o seu fim (pelo menos por agora. Há quem acredite que HitchBot vai ressuscitar).

O robot mais viajado do mundo nasceu no Canadá em 2014. Só lá fez seis mil quilómetros à boleia, levado por pessoas que se cruzaram com ele e o foram ajudando a fazer a sua longa viagem pelo país.

Quem o seguia no Facebook, Twitter ou Instagram, foi acompanhando o percurso, sabendo das experiências que vivia. A primeira viagem correu tão bem, que HitchBOT decidiu cruzar o Atlântico. Na Europa, andou pela Alemanha e pela Holanda.

Agora, HitchBOT tinha regressado ao continente americano, para conhecer os Estados Unidos. Partiu de Boston em julho, mas desta vez não terminou a viagem pelo país de Obama, onde tinha como destino final São Francisco. Na madrugada do dia um de agosto foi encontrado desmembrado no centro histórico de Filadélfia.

Como já contámos aqui no JORNALÍSSIMO, o HitchBOT nasceu de uma parceria entre dois professores universitários do Canadá: David Smith, da McMaster University, e Frauke Zeller da Universidade Ryerson de Toronto, mas tinha uma "família" alargada, formada por investigadores de várias áreas, das ciências da comunicação à tecnologia.

Os seus criadores recordam que, com este projeto, queriam "saber se os robots podiam confiar nos humanos". Sempre souberam que o HitchBOT poderia ser roubado ou vandalizado. Lamentam o fim que o simpático robot que criaram teve, mas dizem que, apesar do sucedido, aprenderam muito sobre a empatia e a confiança nos humanos. Afinal, HitchBOT fez milhares de quilómetros pelo mundo sem nada de mal lhe acontecer. Até esta semana.

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