Atualidade 25 janeiro 2016
Aos 67 anos, Marcelo Rebelo de Sousa conquista a Presidência da República | Foto: Partido Social Democrata/Flickr

O novo Presidente da República portuguesa foi eleito à primeira volta com 52% dos votos.

Marcelo Rebelo de Sousa é o quinto Presidente da República eleito por sufrágio universal depois do 25 de Abril de 1974 (o sexto, se contarmos Costa Gomes, que ocupou o cargo a seguir à Revolução dos Cravos, por decisão da Junta de Salvação Nacional). 

Marcelo vem ocupar o cargo que já pertenceu a Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva. 

Quem é, então, a figura que em março de 2016 vai tomar posse na Assembleia da República e ocupar o mais alto cargo da Nação?

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa nasceu em Lisboa em dezembro de 1948. Há 67 anos, portanto. Portugal vivia no Estado Novo e Salazar governava o país quando Marcelo, filho de um médico e de uma assistente social, veio ao mundo. 

A política acompanhou-o praticamente desde o berço: o nome que recebe é, com menos um "l", o do homem que esteve para ser seu padrinho e que era já padrinho de casamento dos pais: Marcello Caetano, sucessor de Salazar, último Presidente do Conselho do Estado Novo.

Marcelo cresceu a ver o pai, Baltazar Rebelo de Sousa, desempenhar várias funções políticas, como a de governador de Moçambique ou de ministro do Ultramar, durante o Estado Novo. E, talvez por essa razão, cedo Marcelo se começou a interessar pela política. 

Na página da sua candidatura à Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa lembra que ajudou a fundar o PSD, partido de que é hoje o militante número 3

O novo Presidente da República começou a dar nas vistas bem cedo. Os seus professores e colegas reconhecem-lhe uma inteligência acima da média, que as notas, primeiro no Liceu, depois na Universidade, confirmam. 

Aos 16 anos recebeu um prémio por ser o melhor aluno do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Mais tarde, terminaria o curso de Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (que ontem escolheu para proferir o seu discurso de vitória), com 19 valores, tendo-se doutorado mais tarde, também "com louvor e distinção".

É por essa altura que começa a dedicar-se àquela que considera ser, ainda hoje, a sua "vocação": o ensino. É há 43 anos professor na Faculdade onde estudou. Uma profissão que conjugou sempre com a política e com a comunicação social. 

Nestas duas áreas, tem um currículo vasto. Como político exerceu, entre muitos outros, o cargo de presidente do PSD, vereador municipal, secretário de Estado, ministro ou conselheiro de Estado. 

Nos media, foi diretor do semanário "Expresso", comentador da TSF e, mais tarde, da RTP e da TVI, entrando em casa dos portugueses todos os domingos à noite até há poucos meses, quando anunciou a sua candidatura à Presidência da República. 

Antes disso, bem jovem ainda, esteve aos microfones da Rádio a fazer um género que desapareceu das antenas, as novelas radiofónicas. Aí "contracenou" com Ana Zannati.

Marcelo foi casado e tem dois filhos. Separou-se e tem uma namorada de longa data, Rita Amaral Cabral, que, segundo o semanário Sol, tinha sido sua aluna na Faculdade de Direito.  

O novo Presidente da República é um homem pouco dado ao descanso, a quem bastam poucas horas de sono por dia. Os amigos dizem que é brincalhão, uma caraterística que agradará, em particular, aos seus cinco netos. Gosta de pregar partidas e, sempre que pode, toma um banho no mar, independentemente da estação do ano. 

Na página da sua candidatura (que fez questão de anunciar na terra da "avó Joaquina", Celorico de Basto, onde tem uma biblioteca com o seu nome), diz não se candidatar "por ambição pessoal ou pelo prestígio do cargo, faço-o porque entendo que é o meu dever, porque sinto um apelo e entendo que sou capaz de fazer a diferença". 

Se quiseres saber mais sobre as funções do Presidente da República, lê este artigo

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