Atualidade 14 setembro 2015
O preservativo é o método mais eficaz na prevenção de doenças | Foto: Morgan/Creative Commons

A propósito de os métodos contracetivos e as doenças sexualmente transmissíveis deixarem de ser prioridade na disciplina de Ciências Naturais.

Comecemos por números. Comecemos por números oficiais, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem uma "Estratégia Mundial de Prevenção e Controle das Doenças de Transmissão Sexual" - já agora, sabias que combater o VIH/SIDA é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio? Sim, é o sexto de oito. 

1 MILHÃO Todos os dias um milhão de pessoas contrai uma infeção de transmissão sexual;

340 MILHÕES Todos os anos há mais de 340 milhões de novos casos de infeções de transmissão sexual (e estas aumentam muito o risco de contrair VIH, além de poderem provocar infertilidade e cancro do colo do útero, por exemplo);

30 A 40 POR CENTO É esta a percentagem de casos de infertilidade feminina que resulta de uma infeção transmitida sexualmente;

1 EM CADA 20 adolescentes contrai uma infeção bacteriana por contacto sexual e essas infeções acontecem em mulheres cada vez mais jovens;

1/4 da morte de fetos é provocada por sífilis precoce não tratada. 

E acrescentemos ainda estes números, embora não sendo da OMS:

10,5 o número de infeções por VIH em Portugal por cada 100 mil habitantes, em 2013. Nesse ano, registaram-se 226 mortes de doentes infetados com o vírus, segundo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 61% dos novos casos ocorreram em heterossexuais. 

Perante este panorama é fácil entender a razão pela qual, em junho de 2001, as Nações Unidas adotaram uma Declaração de Compromisso sobre VIH/SIDA, em que a prevenção era vista como o "enfoque prioritário". Nela, destacava-se o seguinte facto:

 

E, ainda perante este panorama, é fácil entender as razões pelas quais usar preservativo é fundamental: 

- o preservativo (a camisinha, em português do Brasil) é considerado o método mais eficaz para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (como SIDA, hepatites, sífilis, herpes genital, entre muitas outras);

- evita, também, que tenhas uma gravidez indesejada;

- ao contrário do que possas pensar, usar preservativo não corta clima nenhum, pode até ser um momento divertido.

 

UMA CURIOSIDADE:

- Com receio de que um preservativo não seja suficiente para se proteger, há quem use dois ao mesmo tempo... disparate, dos grandes: aí, sim, as hipóteses da proteção se romper aumentam. A impermeabilidade é um forte dos preservativos: nos Estados Unidos, institutos nacionais de saúde realizaram vários testes para o comprovar. Num deles, por exemplo, esticaram e ampliaram duas mil vezes o látex do preservativo masculino (com recurso a microscópios eletrónicos) e... nenhum poro foi encontrado. 

UM CONSELHO: 

- Se tiveste alguma relação sexual desprotegida, sem preservativo, faz um teste. Tens muitos sítios onde o fazer de forma gratuita e confidencial. 

Não vais ter de dizer o teu nome a rigorosamente ninguém, nem sequer ao enfermeiro que te vai dar uma pequena picada no dedo para conseguir uma gota de sangue, fazer a análise e dizer-te o resultado em menos de cinco minutos.

Apesar de a infeção VIH/Sida não ter cura, tem tratamento. Um diagnóstico precoce permite um tratamento que garante uma esperança e qualidade de vida semelhantes ao resto da população. 

Em Portugal, há diversos CADs - Centro de Aconselhamento e Deteção do VIH -, onde podes fazer o tal teste de forma gratuita e anónima, assim como esclarecer dúvidas e obter aconselhamento após saberes o resultado. 

Aqui encontras uma listagem de todos os CADs e outras informações úteis. 

 

Também podes fazer o teste em qualquer Centro de Saúde e tens, ainda, uma linha de apoio grátis, a SOS SIDA (800 266 266). 

Lembra-te que o teste só deteta se há uma infeção sete ou oito semanas após a situação de risco ter acontecido. 

SABIAS QUE?

- 65% das pessoas com VIH em Portugal são diagnosticadas tarde, aumentando assim o risco de mortalidade e de transmissão do vírus a terceiros;

- 1 em cada 3 pessoas com VIH não sabe que está infetada;

- uma pessoa infetada pode estar sem qualquer tipo de sintoma durante anos. 

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