Ambiente 10 março 2015
As asas do Solar Impulse 2 estão cobertas por painéis solares | Foto: Solar Impulse

Os aventureiros, o roteiro, a velocidade, o peso. Contamos-te alguns pormenores sobre o avião que voa sem um pingo de combustível.

Depois de ter partido de Abu Dabi e completado a primeira etapa até à capital de Omã, Moscate, o avião que quer mostrar que um planeta mais sustentável é possível já vai a caminho de Amedabade, na Índia.

Segue-se, depois, Myanmar, na China, antes de cruzar o Pacífico até aos Estados Unidos e, depois, o Atlântico para sobrevoar o sul da Europa, o norte de África e regressar ao ponto de partida.

           

No total, o Solar Impulse 2 fará 35 mil quilómetros a uma velocidade que a revista Wired compara à de um ciclista profissional (entre os 50 e os 100 quilómetros por hora).

MUDAR MENTALIDADES

A chegada ao destino só deverá acontecer em julho, mas no ar os pilotos passarão apenas 25 dias. Durante as paragens, adianta a BBC, os mentores do projeto que conseguiu o apoio de algumas das mais conhecidas marcas do mundo, vão visitar escolas e falar com políticos.

O objetivo da viagem é "mostrar como as energias alternativas e as novas tecnologias podem contribuir para um mundo mais sustentável", afirma Piccard no site do Solar Impulse.

Atravessar o Oceano Pacífico será uma longa aventura. Obrigará a cinco noites e cinco dias seguidos de viagem no avião de fibra de carbono. O peso do aparelho é similar ao de um automóvel, apesar da dimensão. Nas longuíssimas asas e na fuselagem está parte do segredo: a cobri-las na totalidade, estão os painéis solares que fornecem a energia.

UMA FAMÍLIA DE AVENTUREIROS

O sonho de fazer a volta ao mundo num avião movido a energia solar começou há mais de uma década. A ideia foi de um psiquiatra suiço, Bertrand Piccard, que nasceu numa família com genes aventureiros - os seus antepassados exploraram a estratosfera e desafiaram as profundezas do oceano.

Bertrand também já tinha desafiado os limites ao fazer a primeira volta ao mundo em balão sem paragens. Desta vez quis ir mais longe e, para o conseguir, juntou-se ao piloto Andre Borschberg. A equipa já deu provas de que é capaz. O antecessor do Solar Impulse 2 fez o primeiro voo noturno da história da aviação solar, em 2010, e sobrevoou a América de costa a costa.

O Solar Impulse 2 gravou um vídeo com uma câmara Gopro, que permite dar uma ideia de como é conduzir um avião como este.

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